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NÓS EM NÓS (sobre a falta de escuta por todos os lados)



PRÓLOGO
Desde que um muro virou um muro que veio abaixo, vieram abaixo as certezas e as ideologias. 
tijolo por tijolo
certeza por certeza
o mal e o bem viraram sintomas pertencentes à fluidez humana e não mais características totalizantes e maniqueístas
estrutura que vem abaixo
pós-estrutura que desestrutura

capitulo primeiro
NÃO HÁ CÂNONES

ALGUMA COISA OU ALGUÉM 
SÓ ESTÁ SENDO 
NADA É 
"ESTAR SENDO" ESTÁ SUJEITO A MUDANÇA

(TUDO É QUESTÃO DE PERSPECTIVA)
capitulo segundo
HIATO GERACIONAL

a educaçao é um ato de amor, por isso um ato de coragem. não pode temer o debate. a análise da realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.
(um tal de Paulo falou isso. Freire)
capítulo terceiro
A REVOLUÇÃO SERÁ DECOLONIAL

a dúvida está a serviço do futuro.
não deve ser rechaçada em detrimento de uma verdade
absoluta
patriarcal
branca
&
e.u.r.o.c.e.n.t.r.i.c.a colonizada

capítulo quarto
COMPLEXO DE FORT-DA

quando um privilegiado vislumbra a possibilidade de perda de seus privilégios, o ego fere gerando uma histeria entre seus iguais
não há diálogo
mas troca de tiros
retrocesso

capítulo quinto
O INFERNO SÃO OS OUTROS

enquanto não houver o exercício diário de empatia
não haverá diálogo
é preciso escutar aqueles que vieram antes de nós
afim de desenvolver questões elaboradas em cima de estruturas firmes
olhar pra trás para olhar pra frente

capítulo sexto
ENQUANTO ISSO

quem detém o poder não está lendo nada disso
EPÍLOGO
É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE
NÃO TEMOS TEMPO DE TEMER A MORTE

(Um brinde à escuta e ao debate)

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