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Mostrando postagens de agosto, 2018

quase

ela já pode ver uma pétala da primavera chegando anunciando retornos o retorno do sol e o de saturno (que vai chegar de uma forma ou de outra) já é quase primavera! e.qui.nó.cio enfim a escuridão durando o tempo equivalente ao dia (ufa!) equilíbrio florescendo na copa das árvores quase quase primavera (ipês que pintam novamente as ruas da capital gaúcha espectro de cores desfrutado em flores & frutas) de.sa.bro.char. parece que quando setembro chega traz junto a sensação de esperança de uma não-se-sabe-ao-certo-como-definir sensação grandiosa que inflama o coração e rasga sorrisos antes endurecidos pelo frio o sol refletindo novos brilhos em velhos olhos porque é quase primavera inaugurando on repeat -nova roupagem para conhecidas sensações- o eterno retorno em diferença & repetição em uma estação favorita: pegou um trem pra dentro de si (bosques inexplorados ainda aguardando o desabrochar da mulherprimavera) na pla...

: tentando :

. . olha olha bem isso tudo esse tropicão numa esquina essa bagunça -big bang- . . olha mas olha bem olhado esse encontro de dois pontos dois m u n d o s : um ponto girando até cair no meio-fio; outro ponto vivendo a flor da pele sem nem perceber -dois pontos tentando entender- . . dois lugares distintos distantes dois países olhou bem? -dois pontos tentando entender- (tentando entender) complexidades cidades idades (continentes de gente) . . falando através de linguagem de sinais inventada (através da pele) o dialeto como arte emergindo nos poros . . olha mesmo (mas olha de verdade!) -são dois pontos tentando entender- são dois pontos: são dois.. . . olhou? acho que enfim consegui enxergar dois pontos: . . também estou tentando entender

sobre pele & outras superfícies invisíveis

o que a gente tem de sobra é química eu falo do arrepio que me dá só de ver teu corpo de pé no mesmo espaço que eu e dessa vontade animalesca de voar em cima de ti e arrancar toda tua roupa de uma só vez lamber toda a extensão da tua pele sentir o peso do teu corpo em cima do meu e o balanço que teu quadril faz sem perceber (como se esses corpos soubessem exatamente o que fazer quando colados) se esfregando devagar e depois forte um beijo entre lábios suculentos (os grandes e os pequenos) molhados de nós teu olhos fixos nos meus como quem não quer imaginar outra cena que não a da realidade desses corpos dançantes em cima do sofá na banheira no banheiro da universidade na cama de um estranho deitadas ou de pé -sujar os lençóis limpos da tua cama- teus olhos fixos nos meus como quem não quer perder as nuances sutis de prazer estampadas na minha cara eu tô falando de química daquela vontade de morder tua cabeça e chu par teu cotovelo porque c...