Segundo o que se sabia, não poderia existir tal encontro. De um lado o sol, iluminando toda a superfície que os seus raios alcançam, como faz dia após dia. Do outro, a lua, singela na sua frieza e beleza noturna, invadindo o espaço estranho diurno. Juntos os dois astros opostos apostam numa possível combinação. O destino irônico separou-os deixando para cada um a metade do que existe de tempo na vida. A intensidade do sol, sem perceber, persuadiu a lua a sair do seu conforto habitual hoje. O satélite natural saiu da sua comodidade para desfrutar do calor tão atraente e único que aquele Deus Amarelo-ouro brilhante proporciona. E o sol, abismado com a beleza da lua: aquela mancha branca perfeita e delineada desenhada sobre o cenário do infinito. Por um momento a lua esquece que já pertenceu à noite, e o sol não percebe estar iluminando o mundo, mas simplesmente continua a brilhar, admirada pela beleza lunar. Os dois ficam contemplando a beleza um do outro, apaixonados pela diferença lind...