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Mostrando postagens de agosto, 2019

uma carta sobre morte, alívio e outras fricções da saudade

oi, obrigada por decidir ler as minhas palavras.. antes de mais nada peço desculpas pela verborragia que se segue. não consegui mais estancar a sangria das palavras que precisam escorrer boca afora. preciso confessar, vomitar, expurgar, jogar pra fora do meu corpo isso que tenho ocultado com desventura até de mim mesma.  é que eu sinto uma saudade devastadora. uma saudade devastadora que insisto em calar. com grande esforço eu a ignoro, e ela fica ali, subexistindo. ainda assim é como se a saudade tomasse forma e gritasse todas as palavras ao mesmo tempo, ou acenasse com uma bandeira de cores neon para chamar a minha atenção. o tempo todo. e quando fica insuportável, basta direcionar a mínima energia para que ela devore toda a plenitude de papel construída tão inutilmente em torno de mim de uma só vez. sem dó.  tenho tentado cometer um assassinato. e tenho me saído uma assassina completamente fracassada. preciso matar a saudade. preciso matar cada pedaço dela. por...