chove fora e dentro. quatro planetas em escorpião e um mercúrio que tá dançando em moon walk. o prédio impregnado de feijão queimado da família que ilustrei na imaginação: um casal heterossexual que já devem ter netos crescidos. ele cozinha pra ela. ele queima o feijão quando chove. e hoje, de fato, chove. chove dentro e fora. chove água mas não a mesma água que inunda quatro planetas com escorpião. ouvi que o retorno de saturno vai até os 33. não aguento mais 4 anos e meio disso. to virando agua igual a sheila melo.
Tu é como um susto manso. Um trovão que sussurra. O silêncio que me encosta mais do que qualquer palavra. Não é sobre te conhecer. É sobre te reconhecer. Como se tu fosse uma porta que minha alma empurrou no escuro sem saber que do outro lado ia ter luz. E quando teus olhos cruzaram os meus — foi como se o mundo tivesse ficado em silêncio por um segundo, só pra eu ouvir o que o meu corpo dizia sem dizer. Ou melhor, gritava. Era um arrepio antigo, um frio na barriga que parecia abraço de memória. Tipo quando a gente lembra de algo que ainda não viveu, mas jura que já sonhou em alguma vida. E eu só queria poder tocar teu rosto com o pensamento, só pra te avisar que você existe em mim como música mesmo nos dias em que eu não escuto nada. Eu fico tentando não pensar. Mas teu nome sem som grita por dentro como se tivesse sido escrito nas paredes do meu estômago. Palavras-borboletas, mecânica-orgânica. Quando respiro fundo tu vem. Na forma do ar que eu inspiro na curva do céu que ...
Comentários
Postar um comentário