Aqui.
De novo aqui.
Outro aqui que não mais o mesmo aqui de outrora.
Aqui efêmero. Sopro de tempo-espaço.
E esse recorte geográfico atravessa meu corpo perecível como areia escapando dentre os dedos. Dedos que enrugam a cada aqui. Areia que se perde dentre eles abraçando a gravidade, rumando para um desconhecido inalcançável. Como brisa suave que bate no rosto e que não se deixa estar.
Tudo transita.
Tudo transa.. Tudo troca. Cambia.
E esfregar os olhos, para tentar enxergar melhor pode ser perigoso: o tempo anda com muita pressa e tapar os olhos impede de acompanhar a transformação pertinente aos aquis.
O chronos é apressado e passa batido pelo kairós.
E sigo no contra-fluxo. Como estrangeiro, sentindo o peso de viver entre-fronteiras. E a leveza dos aquis dilatados também. Ignorando ou ao menos tentando ignorar, aqui ou em outro aqui, o tictac que ecoa por todos os cantos e recantos de aquis acolás.
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