Pular para o conteúdo principal

Dark side of the luaemgêmeos

Ai de mim! Uma lua que flutua!

Quantas vozes falando ao mesmo tempo!

Essa mania de querer presentear com termos os não-nomeáveis sentimentos.

Galera: não dá pra ouvir ninguém!

Que trabalho estéril!

Dar nome ao que não se pode dar nome...

Que não o faça mais!

As vozes: elas não param!

Que trabalho estéril!

Elas se encarregam de gritar nomes & termos para me ajudar a esclarecer tudo isso que não é passível de esclarecimentos

Me sinto como em uma guerra de conceitos, pescando no meio de ruídos pequenos excertos de cada sentença lunar

Pedaço daqui pedaço dali

Construo um Frankstein de significâncias

Que não servem pra nada além de significar & ressignificar

Para construir um castelo em cima de terra inflamada & movediça

Que logo desmorona com a primeira nova genial ideia de dar novos significados

Que trabalho estéril!

As vozes, elas não param nunca!

Que 

trabalho 

estéril!

Continuam sem descanso, se reposicionando sobre as sensações que parasitam em mim

Como se fosse um trabalho escravo

Sem nenhum direito

Sem nenhum outro dever

Sem nenhum direitodever

Trabalhando por instinto astro-lógico

Que trabalho estéril!

Ah, essa lua em gêmeos!



mai/2018

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pró-cura de si por si  ensimesmando-se dentro dissignificando significados e ângulos retos procura-se  obstusidades significâncias perspectivas de obscuridade visão oblíqua cavando-se bifurcações de verdades absolutas processos in destruction nos braços da transgressão do que não se vê do que está por dentro do contorno . o avesso do avesso do verso ego é oge ...

Só sei que nadar sei

Você e esses seus olhos marejados-marejantes convite para entrar e molhar os pés na sua íris Você e esses seus cachos espiralados-espiralantes chamado para invadir e pular as sete ondas dos seus cabelos Mas eu não sou de beiradas, afinal O oceano do seu ser me convoca a imergir naufragar afundar parar para respirar nas suas ilhas e morar um pouco em cada uma delas Descansar no tronco do seu corpo-árvore quando o céu da boca estiver cospindo estrelas para sua pele  Sonoridade celeste Que faz desvendar as constelações pintadas na epiderme À deriva  nada sincronizada A maré Já não sei saber Só deixar levar  Pelo repuxo de um mar profundo , revolto Que eu desejo me afogar E ser reanimada pelo mesmo mar Que me mostra que o horizonte ainda risca à nossa frente V olto a mergulhar Só sei que nadar sei

Marielle Presente

sinto as dores fortes do parto parindo milhares delas juntas sangrando 9 meses bem agora jorro que escorre nas coxas de todas nós dos olhos de todas nós parindo mil mortes sentindo a dor daquilo que nasce em óbito cólica que revira útero explodindo jorrando o sangue implorando o vômito de tanta dor enquanto a lua mingua em peixes lá no alto minguam milhares de sereias aqui embaixo sinto todas vocês em mim mitológicas bruxas ancestrais: mulheres sentem dor em manada eles não podem calar nosso uivo