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Dark side of the luaemgêmeos

Ai de mim! Uma lua que flutua!

Quantas vozes falando ao mesmo tempo!

Essa mania de querer presentear com termos os não-nomeáveis sentimentos.

Galera: não dá pra ouvir ninguém!

Que trabalho estéril!

Dar nome ao que não se pode dar nome...

Que não o faça mais!

As vozes: elas não param!

Que trabalho estéril!

Elas se encarregam de gritar nomes & termos para me ajudar a esclarecer tudo isso que não é passível de esclarecimentos

Me sinto como em uma guerra de conceitos, pescando no meio de ruídos pequenos excertos de cada sentença lunar

Pedaço daqui pedaço dali

Construo um Frankstein de significâncias

Que não servem pra nada além de significar & ressignificar

Para construir um castelo em cima de terra inflamada & movediça

Que logo desmorona com a primeira nova genial ideia de dar novos significados

Que trabalho estéril!

As vozes, elas não param nunca!

Que 

trabalho 

estéril!

Continuam sem descanso, se reposicionando sobre as sensações que parasitam em mim

Como se fosse um trabalho escravo

Sem nenhum direito

Sem nenhum outro dever

Sem nenhum direitodever

Trabalhando por instinto astro-lógico

Que trabalho estéril!

Ah, essa lua em gêmeos!



mai/2018

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2x2

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