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Pró-cura de si por si 
ensimesmando-se
dentro
dissignificando significados
e ângulos retos
procura-se 
obstusidades
significâncias
perspectivas de obscuridade
visão oblíqua
cavando-se
bifurcações de verdades absolutas
processos in destruction
nos braços da transgressão
do que não se vê
do que está por dentro do contorno
.
o avesso do avesso
do verso ego é oge
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Só sei que nadar sei

Você e esses seus olhos marejados-marejantes convite para entrar e molhar os pés na sua íris Você e esses seus cachos espiralados-espiralantes chamado para invadir e pular as sete ondas dos seus cabelos Mas eu não sou de beiradas, afinal O oceano do seu ser me convoca a imergir naufragar afundar parar para respirar nas suas ilhas e morar um pouco em cada uma delas Descansar no tronco do seu corpo-árvore quando o céu da boca estiver cospindo estrelas para sua pele  Sonoridade celeste Que faz desvendar as constelações pintadas na epiderme À deriva  nada sincronizada A maré Já não sei saber Só deixar levar  Pelo repuxo de um mar profundo , revolto Que eu desejo me afogar E ser reanimada pelo mesmo mar Que me mostra que o horizonte ainda risca à nossa frente V olto a mergulhar Só sei que nadar sei

Marielle Presente

sinto as dores fortes do parto parindo milhares delas juntas sangrando 9 meses bem agora jorro que escorre nas coxas de todas nós dos olhos de todas nós parindo mil mortes sentindo a dor daquilo que nasce em óbito cólica que revira útero explodindo jorrando o sangue implorando o vômito de tanta dor enquanto a lua mingua em peixes lá no alto minguam milhares de sereias aqui embaixo sinto todas vocês em mim mitológicas bruxas ancestrais: mulheres sentem dor em manada eles não podem calar nosso uivo