Me sinto “estranhamente entusiasmada; um tipo simulado de entusiasmo, porque não estou possuída por um deus externo, mas possuída por mim mesma, jorro a mim mesma, me transbordo. Deserdada e erradia, enferma de mim mesma, em mim me encho e logo se esvai, num fluxo constante. (...) Incapaz de ser obediência, rebelde, imoral, licenciosa, transgressora, não viso a imortalidade; sou perecível, corruptível, portanto, desvaneço e morro.
Sou como uma espécie perturbadora das divindades, como os deuses dionisíacos, ou a própria matéria, o objeto, a coisa, ganhando vida através dessa existência não-controlável e desordenada da imagem eletrônica.
Seguindo os meandros da vida, diacrônica e atópica, conto histórias, fragmentos de histórias, realizando um remix da memória, no qual me invento e reinvento a história, e crio a memória, a partir da enlace com outras memórias e histórias. Sou objeto e evento erótico, manuseável, lascivo, errante. E nesta minha maleabilidade reside minha indomável natureza.”
(A voluptuosa pele do ecrã, do mestre Mesac Silveira)
Sou como uma espécie perturbadora das divindades, como os deuses dionisíacos, ou a própria matéria, o objeto, a coisa, ganhando vida através dessa existência não-controlável e desordenada da imagem eletrônica.
Seguindo os meandros da vida, diacrônica e atópica, conto histórias, fragmentos de histórias, realizando um remix da memória, no qual me invento e reinvento a história, e crio a memória, a partir da enlace com outras memórias e histórias. Sou objeto e evento erótico, manuseável, lascivo, errante. E nesta minha maleabilidade reside minha indomável natureza.”
(A voluptuosa pele do ecrã, do mestre Mesac Silveira)
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