Eu estava lá, no breu do canto do AP de esquina, sentindo a minha testa formigar e dando importância a voz interior que gritava.
A saia foi trocada. "Tá bem melhor assim!""Tá bem melhor assim!""Tá bem melhor assim!"
O eco da frase contínuo, constante, irritante.
Alguém me falou da morte. Da morte proposital e cruel. Eu só tenho a mim mesma!
Precisava fugir.
Roupa, maquiagem, chaves. Enfim, a liberdade.
As vozes do mundo estavam lá onde não se podia mais praticar distinção dentre elas. Era um só som, desafinado, que servia de fundo.
A voz principal era a minha. A de dentro de mim.
Eu só tinha ouvidos para essa voz que me dava vergonha. Me jogava na cara os fatos. Que fazia eu me sentir um bobo-da-corte.
O parelelepípedo me parecia mini montanhas árduas para escala.
Enquanto eu escalava, pude ver uma silhueta, no meio da escuridão, mas que, mesmo assim, reconheci de forma convicta.
Inércia.
Meus músculos do corpo e da face pesaram como chumbo e mumificaram-se em uma tentativa falha de expressão neutra.
Nada funciona. Me senti bobo-da-corte novamente.
Saio de lá e nada mudou naquela calçada. Não mudaram também as mini-montanhas que eu escalava.
As vozes continuavam lá.
"Hoje é vinte e quatro"
Traficantes cobradores que se travestiam de guardadores de carro.
Guardadores de carros travestidos de traficantes cobradores.
Medo. Medo. Omissão. Acato.
"Oito Reais" "Onze horas, um minuto"
Aceitação de um interno fim do mundo. Paralelepípedos.
Tempo.
Ouvidos perturbados.
Sorrisos e manjar digno de Dionisíacos.
Manifestações das células mortas. Abortadas.
Surpresa em relação à metades singulares.
Carinho. Afago. Enfim, a paz(e o aconchego).
A saia foi trocada. "Tá bem melhor assim!""Tá bem melhor assim!""Tá bem melhor assim!"
O eco da frase contínuo, constante, irritante.
Alguém me falou da morte. Da morte proposital e cruel. Eu só tenho a mim mesma!
Precisava fugir.
Roupa, maquiagem, chaves. Enfim, a liberdade.
As vozes do mundo estavam lá onde não se podia mais praticar distinção dentre elas. Era um só som, desafinado, que servia de fundo.
A voz principal era a minha. A de dentro de mim.
Eu só tinha ouvidos para essa voz que me dava vergonha. Me jogava na cara os fatos. Que fazia eu me sentir um bobo-da-corte.
O parelelepípedo me parecia mini montanhas árduas para escala.
Enquanto eu escalava, pude ver uma silhueta, no meio da escuridão, mas que, mesmo assim, reconheci de forma convicta.
Inércia.
Meus músculos do corpo e da face pesaram como chumbo e mumificaram-se em uma tentativa falha de expressão neutra.
Nada funciona. Me senti bobo-da-corte novamente.
Saio de lá e nada mudou naquela calçada. Não mudaram também as mini-montanhas que eu escalava.
As vozes continuavam lá.
"Hoje é vinte e quatro"
Traficantes cobradores que se travestiam de guardadores de carro.
Guardadores de carros travestidos de traficantes cobradores.
Medo. Medo. Omissão. Acato.
"Oito Reais" "Onze horas, um minuto"
Aceitação de um interno fim do mundo. Paralelepípedos.
Tempo.
Ouvidos perturbados.
Sorrisos e manjar digno de Dionisíacos.
Manifestações das células mortas. Abortadas.
Surpresa em relação à metades singulares.
Carinho. Afago. Enfim, a paz(e o aconchego).
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